Especialistas advertem para a necessidade de frear o desaparecimento das espécies

 

 

BARCELONA, Espanha – Há pouco tempo restante para que seja possível deter o processo de extinção de muitas espécies animais e vegetais, advertiram especialistas presentes no quarto Congresso a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN).

“Urge fazer frente às ameaças terríveis das alterações climáticas e à degradação dos ecossistemas”, disse Valli Moosa, presidente da UCIN e ex Ministro de Meio Ambiente da África do Sul. “O que sabíamos já a muito tempo se converteu em algo que é aceito por todos”, acrescentou.

Disse ainda, referindo-se às emissões de dióxido de carbono provenientes da combustão de energias fósseis, que “podemos corrigir o curso das coisas; a transição até o desenvolvimento sustentável exige uma descarbonização da nossa economia.”

Moosa fez um levantamento das empresas que integram a proteção do meio ambiente em sua gestão.

Outro participante, Muhammd Yunus, de Bangladesh, prêmio Nobel da Paz de 2006 por haver fundado a primeira sociedade de microcrédito, também insistiu na proteção do meio ambiente.
“A proteção da natureza tem implicações em todos os níveis; na vida das populações mais pobres e na viabilidade do planeta”, comentou.

Um pássaro a cada oito, um mamífero a cada quatro e um anfíbio a cada três estão ameaçados, segundo estimativas que a UICN tornará públicas em breve, na atualização de sua lista vermelha de espécies de animais e vegetais em risco. Esta lista, publicada a cada ano e considerada a avaliação mais fiel do estado das espécies no planeta, cresce perigosamente.

Em 2007 cerca de 200 novas espécies se somaram à lista de 16.306, já ameaçadas de extinção.  A UICN acompanha a evolução de 41.415 espécies em todo o mundo.

A erosão da biodiversidade é provocada por uma combinação de fatores como o crescimento urbano, a contaminação, as mudanças climáticas, os conflitos armados ou a super-exploração de recursos.

Somente a cúpula mundial sobre desenvolvimento sustentável em Joannesburgo em 2002 havia reunido mais participantes que este encontro em Barcelona, segundo os organizadores. A UICN, uma organização atípica criada em 5 de outubro de 1948 na França, com sede na Suíça, reúne mais de mil membros – representantes de 80 governos e de 800 ONGs – e a aproximadamente 10.000 cientistas voluntários.

Tradução livre de Livia de Salles Paiva, estagiária do Instituto Brasil PNUMA, de artigo do site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (www.unep.org).

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