PNUMA
Novo Painel Científico para Gerenciamento Sustentável de Recursos
Budapeste/ Nairóbi/ Paris, 9 de novembro de 2007 – As avaliações dos riscos ambientais da produção de biocombustível e da reciclagem de metais são duas das questões cotadas para liderar a agenda do recentemente formado think tank (centro de pesquisa) sobre eficiência energética.
Lançado, hoje, no Fórum Mundial de Ciência, o novo “Painel Internacional para Gerenciamento Sustentável de Recursos” promoverá avaliações científicas e consultoria especializada sobre intensidade de uso, segurança de suprimentos e impactos ambientais de produtos e serviços selecionados, em nível global.
Achim Steiner, subsecretário da ONU e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que estabeleceu o painel, disse que “a mudança climática coloca corretamente a agenda global em evidência, mas o mundo enfrenta mais verdades inconvenientes que devem ser tratadas”.
“O crescimento econômico em nossos tempos modernos pode ser alcançado com antigos padrões de consumo e produção – ponto levantado pelo novo GEO 4 (Perspectiva Global do Meio Ambiente), que demonstra que coletivamente o homem está super-utilizando os recursos naturais da Terra a uma taxa que destrói a capacidade da natureza de se renovar e reabastecer-nos”, ele afirmou.
“Nós precisamos dar impulso ao crescimento e às inovações eficientes em energia. É necessário quebrar a ligação entre crescimento econômico e degradação ambiental. Encontrar formas de alcançar este ‘divórcio’ é a função do novo painel”.
Estabelecido pelo PNUMA, com o apoio de diversos governos, da Comissão Européia e de representantes da sociedade civil, o novo painel científico é parte de uma parceria internacional para gerenciamento de recursos. Ele observará os impactos de recursos e materiais usados em todas as fases de seus ciclos de vida.
Segundo Ernst Ulrich von Weizsaecker, reitor da Escola Donald Bren de Ciência Ambiental e Gerenciamento da Universidade da Califórnia, e co-presidente do Painel: “Quadruplicar a produtividade de recursos ao redor do mundo (dobrara a riqueza dividindo a utilização de recursos) é a via mais suave em direção ao desenvolvimento sustentável”.
“Todos nós concordamos que muita mais riqueza é necessária para 6.5 bilhões de pessoas, ou até 9 bilhões, que é a estimativa da população na Terra para a metade deste século. Por outro lado, nós já estamos super-povoando a Terra. É justo dizer que nós devemos reduzir o consumo de energia que provém do carbono e de outros recursos naturais. Já era tempo de o Sistema ONU se dirigir para os desafios de recursos globais, e eu me sinto honrado de ter sido convidado para ajudar nessa agenda excitante”, acrescentou ele.
“A humanidade está enfrentando seu mais importante desafio sobre como interagir com os ecossistemas que suportam a nós e a todas as formas de vida”, afirmou Ismail Serageldin, o outro co-presidente do Painel e Diretor da Biblioteca de Alexandria. “Nós devemos encontrar novas e inovadoras formas de responder as necessidades de uma população em expansão, de dietas mais ricas e de um maior apetite por energia. Nós devemos redesenhar as políticas ambientais internacionais e domésticas para que elas nutram o desenvolvimento e promovam a introdução desses novos caminhos ao redor do mundo”.
Espera-se que o novo Painel Internacional para Gerenciamento Sustentável de Recursos forneça sólidas avaliações científicas e empíricas, escritas em linguagem clara apesar dos temas complexos, produzindo assim relatórios que possam se lidos por todos aqueles que podem tomar iniciativas.
Acredita-se que o Painel avaliará a situação em nível global e indicará quais as questões prioritárias a serem atendidas, por exemplo: reciclagem de metais (nós devemos “escavar ou reciclar”? e quais os riscos ambientais), ou a complexa questão de produtos de base biológica (nós estamos afetando com a mudança climática ou estamos apenas “queimando nossa comida” como afirmam alguns?).
O Painel á apoiado por um Secretariado, hospedado na Seção de Produção e Consumo Sustentável da Divisão Tecnológica, Industrial e Econômica do PNUMA, sediada em Paris.
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