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Global
Environment Outlook 2007
The flagship publication from the United Nations
Environment Programme
GEO 2007 - Perspectivas para o Meio Ambiente 2007 é lançado durante a 24º Reunião do Conselho de Administração do PNUMA em Nairobi, Quênia.
Nairobi - O destino da indústria de pesca representa um desafio que os governos terão que enfrentar em um mundo globalizado, revela o GEO 2007. Cientistas estimam que a crescente demanda por peixes e outros produtos marinhos vai levar a um colapso do atual estoque comercial de peixe até 2050 – a não ser que seja introduzida uma melhor gestão dos estoques.
As alterações climáticas podem agravar a situação por meio do
aumento da acidez dos mares e oceanos e da descoloração dos recifes de coral – importantes criadouros de peixes. Uma técnica de gestão para conter o colapso inclui uma dramática expansão do número de áreas marinhas protegidas.
Especialistas descobriram que as áreas marinhas protegidas, que atualmente cobrem somente 0,6% dos oceanos do mundo, aumentam o número de espécies de peixe em mais de um quinto e podem impulsionar a pesca em áreas próximas.
Durante a Cúpula Mundial sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2002, os governos endossaram um plano para desenvolver uma rede de trabalho em reservas marinhas até 2012. Mas o GEO Year Book 2007 (Perspectivas para o Meio Ambiente) diz que no passo em que novas reservas marinhas são criadas, o objetivo será alcançado três décadas depois do colapso da industria de pesca comercial de hoje.
“Na atual taxa de demarcação, o alvo só será atingido por volta de 2085”, diz o relatório. O GEO Year Boook, resultado do trabalho de mais de 80 cientistas e especialistas em políticas de todo o mundo, foi escrito para funcionar como banco de informações para os debates entre os ministros de meio ambiente durante a 24th Sessão do Conselho de Administração do PNUMA e do Fórum Mundial Ministerial de Meio Ambiente, em Nairobi, Quênia, no inicio de fevereiro de 2007.
Os riscos e as oportunidades da globalização e do grande crescimento de intercâmbio transnacional serão prioridades durante os cinco dias de reunião. Achim Steiner, Subscretário da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, disse: “Globalização é um dos temas definidores do nosso tempo. Riquezas são geradas em uma escala sem precedentes e milhões de pessoas são tiradas da pobreza. Mas uma grande questão ameaça o futuro e a sustentabilidade das gerações atuais e futuras”.
“Se os padrões de vida cada vez maiores e os métodos de produção e consumo ineficientes intensificam a pressão sobre recursos naturais, dos peixes, rios e atmosfera até florestas e terras frágeis – a globalização poderia se tornar uma falência espetacular em vez de ser um salvador”, ele acrescentou.
“A questão não é se a globalização é boa ou ruim, mas se nós temos disponíveis os regulamentos, instrumentos econômicos criativos, diretrizes, regras e parcerias que assegurem que ela produzirá benefícios mais amplos possíveis a um preço mínimo para o planeta portando para o seu povo. Em outras palavras, será que temos as estruturas de governança ambiental internacional, com todos os cilindros funcionando para igualar e guiar a poderosa máquina da globalização?”, disse Sr. Steiner.
O GEO Year Book apresenta uma gama de opções capazes de guiar a globalização um curso mais inteligente, economicamente responsável e ambientalmente sustentável.
O Relatório reconhece a importância de atividades empresariais responsáveis e o poder do consumismo para direcionar a globalização – fatores que podem desempenhar um papel cada vez mais significativo se os governos prestarem atenção aos alertas do setor privado para uma legislação adequada ao século 21 e se os consumidores estiverem propriamente informados.
Certificação
O GEO Year Book mostra o desafio do florestamento e a importância da certificação. Cerca de 10,5 milhões de hectares, ou 3% da produção natural de florestas – nos países membros da Organização Internacional de Madeira Tropical - estão cobertos por esquemas de certificação.
Isso pode ser expandido para outros recursos naturais e complementado por políticas de compras sustentáveis. Dessa forma, governos necessitam pôr em prática padrões ambientais ao longo de toda a cadeia de produção, afirma o GEO Year BOOK.
O Papel das Instituições Financeiras
A responsabilidade ambiental está crescendo entre as instituições financeiras como resultado do aumento da consciência entre multinacionais acerca das vantagens publicitárias que a adoção de iniciativas relacionadas a responsabilidade social corporativa pode representar.
O GEO Year Book cita o caso da produção de soja no Brasil. Neste caso, o recente empréstimo de 30 milhões de dólares pela Corporação Financeira Internacional do Grupo André Maggi – o qual financia cerca de 500 produtores de soja – foi feito baseado em altos padrões ambientais, agrícolas e sociais.
Pagamentos para Manter o Ecossistema
Pagar por serviços ambientais é um caminho de grande potencial que valoriza os benefícios econômicos oferecidos pelo ecossistema e procura identificar e compensar as comunidades e países responsáveis por manter esses benefício.
O GEO Year Book ressalta o caso do Canal do Panamá, um canal artificial muito importante do ponto de vista econômico, que movimenta cerca de 279 milhões de toneladas de bens entre o Atlântico e o Pacífico.
O canal depende de águas de reservatórios para erguer os navios sobre o istmo da cordilheira. “Ao longo das últimas décadas, o desmatamento ao redor dos reservatórios tem trazido vários problemas para o Sistema do Canal Panamá, especialmente a escassez de água em algumas estações do ano”, diz o relatório.
Uma companhia de seguro florestal propôs um acordo de 25 anos, em que os donos dos barcos vão pagar o reflorestamento em represas vulneráveis.
Outros Mecanismos Criativos de Mercado
O GEO Year Book também destaca como quantias relativamente pequenas de suporte financeiro bem empregado podem impulsionar radicalmente o mercado para um caminho mais sustentável.
O Relatório cita o caso de uma parceria de três anos entre organizações como PNUMA e dois bancos Indianos a fim de promover o uso da energia solar no subcontinente indiano. Ao usar o instrumento econômico de taxa de juros preferenciais, a parceria possibilitou o financiamento de mais de 17 mil sistemas de energia solar em casas, fornecendo energia limpa para mais de 100 mil pessoas. Uma iniciativa similar está em andamento na Tunísia, com o objetivos de beneficiar consumidores e a luta internacional contra as mudanças climáticas.
O GEO Year Book não somente enfatiza necessidades já existentes, que se tornaram mais urgentes por meio dos efeitos da globalização, mas também apresenta desafios novos e emergentes, conseqüência do acelerado desenvolvimento tecnológico.
As novas oportunidades e os riscos da Nanotecnologia
O Relatório menciona o aparecimento da nanotecnologia – a engenharia de superfícies e partículas em tamanho um bilhão de vezes menor que o metro. A tecnologia, que atualmente representa cerca de 0,1% da economia manufaturada global, está pronta para alcançar 14% - ou de 2,6 trilhões de dólares americanos – do mercado até 2014. Nanotecnologias aplicadas a técnicas e dispositivos estão sendo usadas como formas inovadoras e mais efetivas de monitoramento da poluição. Por exemplo as películas para revestimento de janelas economizam energia pela concentação da energia solar nos dias frios. Outros produtos incluem formas mais efetivas e seletivas para o controle de pestes. Partículas anti-poluição podem tirar toxinas do ar, terra e água, dia após dia.
Mas o Relatório adverte: “Não está claro se a estrutura regulatória atual é adequada para lidar com as características especiais da nanotecnologia. Até o momento, nenhum governo desenvolveu regulamentação específica para essa tecnologia. Uma estratégia balanceada é exigido para maximizar benefícios e minimizar riscos”.
Para saber mais sobre o GEO Year Book 2007 (Perspectivas para o Meio Ambiente 2007) acesse http://www.unep.org/geo /yearbook
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