FIQUE POR DENTRO


Arquivos

This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Assinar Postagens [Atom]

segunda-feira, 23 de novembro de 2009
 

Rosto Humano às Mudanças Climáticas


Por Thalif Deen


18/11/2009 (IPS) – Relatório da ONU sobre às mudanças climáticas aborda uma nova perspectiva humana em relação a um debate que se tem centrado, em especial, na eficiência energética e nas emissões industriais de carbono.


As mudanças climáticas são muito mais do que emissões de gases que provocam o efeito estufa, afirma o estudo apresentado pelo Fundo de População da Organização das Nações Unidas (UNFPA). Também é a dinâmica demográfica, a pobreza e a igualdade de gênero. “A medida que a velocidade do crescimento demográfico, das economias e do consumo superam a capacidade de ajuste da Terra, às mudanças climáticas podem se tornar muito mais extremas, e possivelmente, catastróficas”, adverte o “Estado da População Mundial 2009”.



A diretora executiva do UNFPA, Thoraya Ahmed Obaid, destacou que o dano ambiental é “um dos riscos mais injustos de nosso tempo”. “O rastro de carbono de milhões de pessoas pobres na Terra é 3% do total mundial, apesar de serem os mais pobres, especialmente as mulheres, que suportarão a carga desproporcionada das mudanças climáticas”, disse.


Em um contexto de aumento da população mundial – que se aproxima de 7 milhões de pessoas – cada vez há mais evidências de que às mudanças climáticas são uma consequência da atividade humana.



“A influência da atividade humana sobre o clima é complexa; diz respeito ao que consumimos, ao tipo de energia que produzimos e utilizamos, se vivemos na cidade ou no campo, em um país rico ou pobre, se somos velhos ou jovens, ao que comemos, inclusive a medida que os homens e as mulheres disfrutam da igualdade de direitos e oportunidades”, afirma o relatório.



O estudo foi difundido pouco antes da 15 Conferência das Partes (COP15) que ocorrerá entre os dias 7 a 18 de dezembro em Copenhague. Um acordo internacional que ajude a reduzir as emissões de gases do efeito estufa e que aproveite a perspectiva e a criatividade de mulheres e homens servirá para lançar uma estratégia mundial efetiva à longo prazo para abordar o aquecimento global.



Mas durante a conferência de líderes mundiais realizada na semana passada em Singapura, foi decidido apostar somente em um acordo “politicamente vinculante” em Copenhague, e se esquecer do tratado legalmente vinculante - talvez até uma conferência futura no próximo ano que ocorrerá no México.



Consultado sobre o cenário político, Richard Kollodge, editor do relatório do UNFPA, disse a IPS:



“Mesmo que a conferência de Copenhague tenha ou não como resultado um tratado ratificante sobre às mudaças climáticas, o processo de se trabalhar para um acordo global que estabilize o clima e afronte os impactos continuarão por muito tempo”. A UNFPA seguirá promovendo o fortalecimento das mulheres, através da educação das meninas e um maior acesso a saúde reprodutiva e planificação familiar voluntária, disse.



Kollodge também afirmou que este relatório terá relevância para outros temas, além de Copenhague. Ao dirigir-se aos presentes durante a última conferência da ONU sobre as mudanças climáticas, em setembro, a presidenta finlandesa Tarja Halonen se focou na perspectiva de gênero. “Sabemos que as mudanças climáticas afetará seriamente as regiões mais pobres e aos grupos humanos mais frágeis”.



Por volta de 70% dos pobres do mundo são mulheres, e elas são as que mais sofrerão os efeitos das mudanças climáticas, disse. “Ao ajudar as mulheres a sobreviver no cotidiano, podemos promover os objetivos gerais do desenvolvimento sustentável”. Halonen também disse que as mulheres serão poderosas agentes na mitiação das mudanças climáticas. “Necessitamos garantir a participação plena e ativa das mulheres, tanto na redação como na implementação do novo acordo”, disse. Obaid afirmou que o estudo da UNFPA mostra que as mulheres tem o poder de se mobilizarem contra o aquecimento global, mas esse potencial pode ser eficaz somente através de políticas que garantam poderes a elas.



Ampliando o debate, o relatório aponta que as mudanças climáticas dizem respeito aos seres humanos. “As pessoas causam às mudanças climáticas, mas também são afetadas por elas. E elas devem se adaptar ao aquecimento global; e somente nós temos o poder de mitigar seus efeitos”, argumenta. A influência das mudanças climáticas sobre as pessoas é descrita como “complexa”, já que aumenta as migrações, destrói os meios de sustento, altera as economias, impossibilita o desenvolvimento e exacerba as desigualdades entre os sexos.



O relatório enumera vários riscos relativos às mudanças climáticas. Para 2075, entre 3000 e 7000 milhões de pessoas poderão enfrentar uma escassez crônica de água, e é possível que um em cada seis países sofram uma crise alimentar devido a secas severas. Além disso, 30% das espécies de plantas e animais podem vir a se tornarem exitintas se o aumento da temperatura global superar os 2,5 graus. Entretanto, segundo as estimativas atuais, a temperatura mundial média poderá aumentar em 6,4 graus já no final deste século. Já o nível do mar poderá se elevar em até 43 centímetros, ameaçando a existência dos pequenos estados insulares.



Fonte: http://www.ipsnoticias.net/nota.asp?idnews=93982



*Tradução livre feita por Flavia Speiski dos Santos, estagiária do Instituto Brasil PNUMA, a partir de artigo retirado do site do Escritório Regional do PNUMA para a América Latina.

Marcadores:



sexta-feira, 6 de novembro de 2009
 

5º Seminário Nacional de Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor


O Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor, grupo estratégico do chapter Rio de Janeiro, do Project Management Institute, dando continuidade às suas atividades de promover conhecimentos que possam contribuir para melhorar o gerenciamento de projetos no Terceiro Setor, comunica a realização do 5º Seminário Nacional de Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor.

Neste evento serão abordados temas relacionados a conceitos e práticas utilizados para melhorar o desempenho dos projetos e a eficiência da gestão nas organizações do terceiro setor.

O público-alvo compreende dirigentes, gerentes, colaboradores e patrocinadores das organizações do terceiro setor, profissionais da área de gerenciamento de projetos e a comunidade em geral.

Data: 16 de novembro de 2009
Horário: das 9h às 17:30h
Local: Av. Presidente Vargas, 730 - Rio de Janeiro/RJ - Prédio do Banco Central - Metrô Uruguaiana

Inscrições: por meio do e-mail seminariogp3s@ pmirio.org. br, informando os seguintes dados:
  • :Nome do participante
  • :E-mail para confirmação
  • :Telefone
  • : CPF (com a finalidade de identificação para acesso ao prédio)
  • : Organização/Empresa:Cidade/UF
  • :O recebimento de certificados está condicionado à doação de 1 quilo de alimento não perecível no dia do evento.
Este evento dá direito a 7,0 PDU´s. O local do evento tem capacidade para 250 pessoas, e as inscrições serão confirmadas por ordem cronológica de recebimento, a partir da data de publicação deste comunicado, encerrando-se, impreterivelmente, em 10 de novembro.

Contamos com a sua presença e colaboração na divulgação.

Marcadores:



sábado, 26 de setembro de 2009
 

UFRJ AMBIENTÁVEL


É evento realizado no Centro de Tecnologia (Ilha do Fundão, Rio de Janeiro, RJ) pelo curso de graduação em Engenharia Ambiental da UFRJ. Neste ano acontecerá dos dias 20 a 22 de outubro de 2009.

O objetivo do evento é a discussão de temas relacionados ao meio ambiente, promovendo-se, para tanto, mesas-redondas, exibição de filmes, apresentação de artigos, palestras, mini-cursos e visitas técnicas, além do estimulo à interação entre encontristas e palestrantes, objetivando troca de experiências e opiniões.

Sendo realizado pelo seu 5° ano consecutivo, o UFRJ Ambientável abordará o tema “Indústria Verde: Práticas Atuais e Desafios Rumo à Sustentabilidade” com palestras sobre produção mais limpa (P+L), reaproveitamento de recursos, políticas públicas, relatórios de sustentabilidade, logística reversa e meio ambiente,entre outros . No contexto estabelecido, atentamos o foco em iniciativas que aliam responsabilidade ambiental e social no processo produtivo dessas indústrias. Tendo em vista que cada vez mais, empresas e organizações buscam formas de utilizar os recursos disponíveis sem comprometer a qualidade de vida das gerações futuras, divulgaremos inovações tecnológicas, científicas e metodológicas nessa área.

Para mais informações, é possível o acesso ao site http://www.ufrjambientavel.poli.ufrj.br/

Marcadores:




 

Por que importa o caminho para Copenhague?


BBC Mundo - Esta semana, os líderes mundiais se reunem em Nova York e em Pittsburgh, Estados Unidos, para debaterem sobre as mudanças climáticas e discutirem a situação financeira internacional. José María Figueres, ex presidente de Costa Rica, Juan Mayr, ex ministro do Meio Ambiente da Colômbia e Marina Silva, ex ministra do Meio Ambiente do Brasil explicaram a BBC porque são cruciais essas reuniões.

Sair da atual crise econômica mundial e afrontar o desafio das mudanças climáticas são os objetivos que podem ser alcançados conjuntamente se levarmos ao mundo uma economia baixa em emissões de carbono. Análises realizadas por Lord Stern, entre outros, demostraram que os argumentos ecônomicos para adotar medidas imediatas que mitiguem os efeitos das mudanças climáticas são cansativos. As reuniões que ocorrem nos Estados Unidos devem estar focadas em realizar tal objetivo. A importância desses encontros não pode ser minimizada e o êxito da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP15), a ser realizada em Copenhague em dezembro, onde os líderes do mundo voltarão a se reunir com a intenção de alcançar um novo acordo mundial na luta contra o aquecimento global, estará determinado em grande medida pelos progressos realizados até agora.

A evidência científica é clara: o mundo não pode continuar com os atuais níveis de contaminação. Existe um amplo consenso na comunidade científica de que o limite máximo em relação aos níveis de carbono na atmosfera não devem superar as 350 partes por milhão (PPM). Hoje em dia, como resultado direto das atividades humanas, tais níveis se situam em 386 PPM. Portanto, é essencial que cada país transforme seu modelo de desenvolvimento ecônomico até um baixo nível de emissões de carbono compatível com o crescimento e a ecologia do planeta. A transição até esse modelo econômico de baixas emissões de carbano só ocorrerá se todas as nações tomarem consciência da gravidade desse assunto; o compromisso de todos os países, tanto dos desenolvidos como dos emergentes é vital. Os primeiros, como principais emissores de partículas contaminantes, devem atuar urgentemente. Mas de igual importância os países em vias de desenvolvimento devem evitar uma industrialização com altas emissões de carbono.

Dilema

O dilema de como promover o crescimento econômico sem prejudicar o meio ambiente não é um problema novo. E não se limita aos países em desenvolvimento. Em efeito, com exceção de alguns poucos, em sua maioria europeus, os países do mundo industrializado não reduziram suas emissões o suficiente para dar a eles uma autoridade moral ou alguma vantagem prática nesse debate.

Enquanto que algumas nações estão tomando medidas efetivas – Dinamarca, por exemplo, conseguiu diminuir suas emissões de carbono e consumo enérgetico mesmo que tenha aumentado seu PIB - existem muitos outros países que só estão preparados para assumir pequenos compromissos que são inferiores dos níveis requeridos. A COP15 representa uma oportunidade real para que os representantes das 192 nações do planeta atuem em favor do interesse de toda a humanidade.

Mas se essas mudanças são um verdadeiro desafio para os países mais ricos do planeta, são mais ainda para as economias em vias de desenvolvimento. Nesse sentido, é importante destacar que países como os nossos também estão tomando ações positivas e que nossa determinação é firme. Diferentes planos estão sendo colocados em prática para reduzir as emissões, renunciar as práticas não sustentáveis e fazer uma eficiente transição as novas tecnologias de energias limpas.

O plano da Costa Rica sobre as mudanças climáticas, por exemplo, exige um processo de transição a neutralidade nas emissões de carbono para o ano de 2021; um programa ambicioso, mas que pode ser alcançado. O Brasil, por sua vez, se propõe a reduzir as emissões derivadas do desmatamento – a principal fonte de emissões de gases do efeito estufa – em 80% em 2020, e planeja estabelecer um objetivo de reduçao de emissões nos próximos meses. Outros exemplos incluem a estratégia de meio ambiente plublicada o ano passado pela Africa do Sul ( “Long – Term Mitigation Scenario”) e os planos das Maldivas para alcançar a neutralidade nas emissões de carbono em médio prazo. A Coréia do Sul, por sua vez, está investindo atualmente 80% de seu pacote de estímulo fiscal em medidas relacionadas com as mudanças climáticas. Esses compromissos com o meio ambiente são significativamente mais altos que os que foram propostos pelas nações plenamente desenvolvidas.

O desafio é simples: como reduzir as emissões de gases de efeito estufa e manter a prosperidade ecônomica ao mesmo tempo. Nesse sentido, as mudanças climáticas não são simplesmente um problema de meio ambiente. Também é um problema de desenvolvimento importante. Se trata de como vamos gerar empregos e ingressos no seculo XXI com uma economia de baixo carbono? A pergunta é: como podemos alcançar esse objetivo em todo o mundo?

Quatro Elementos

Para assegurar uma via prática para uma economia de energias limpas – que se mede tanto em ingressos mais altos e um clima mais estável – devemos encontrar uma nova associção entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Quatro elementos importantes nesse aspecto são:
.Primeiro: o problema das mudanças climáticas é um imperativo moral, econômico e do meio ambiente que não podemos escapar. Aqueles líderes que reconhecem as consequências devastadoras das mudanças climáticas, mas que não decidem tomar nenhuma decisão para conter seu avanço, atuando de forma hipócrita, devem ser responsavéis com o objetivo de fomentar iniciativas que podem ser apresentadas em dezembro.

.Segundo: o mundo em desenvolvimento não é uniforme, é tão diverso como a maioria dos países industrializados. Aqueles países que estabeleceram programas ambiciosos para reduzir a emissão de gases contaminados devem ser reconhecidos, beneficiando-se dos incentivos oferecidos pela comunidade internacional. Para aqueles que não iniciaram o caminho até uma economia de baixo carbono, devem perceber que perdem competitividade, investimentos e oportunidades de crescimento.

.Terceiro: é o momento de se falar em dinheiro. O mundo desenvolvido deve seguir a chamada de aqueles que, como o primeiro ministro britânico Gordon brown, estão comprometidos a financiar esse processo de transição. Sua proposta de investir anualmente US$ 100.000 milhões em novas tecnologicas é um montante mínimo que poderia esperar que fosse acordado durante as reuniões do G20.

.Quarto, e mais importante, os argumentos científicos e econômicos para realizar essa mudança devem ser comunicados a todas as pessoas de todos os países. Os líderes devem falar sobre isso e a sociedade civil deve fazer valer sua voz. E isso é o que deve ser dito.

Uma nova associação com o apoio de importantes investimentos e com um forte líder político é a única maneira de reunir um consenso político global necessário para fazer progresso reais no tema das mudanças climáticas. É justo que os países desenvolvidos exijam mais transparência nos compromissos das nações em desenvolvimento, inclusive se são compromissos voluntários. Mas essas associações ocorrem em ambos os sentidos, e é igualmente justo para os países em desenvolvimento esperar que as nações desenvolvidas assumam compromissos mais ambiciosos que os que até agora estão dipostos a fazer-los.

Para os países desenvolvidos a transição para uma nova economia baixa em carbono irá trazer mais crescimento e emprego, mitigando os efeitos da atual recessão e cimentando o caminho até a recuperação econômica e do meio ambiente. Para as nações em desenvolvimento é uma oportunidade para avançar até um modelo de economia sustentável, evitando a industrialização que seja dana para o meio ambiente no processo. Esse último criará perspectivas de expansão da economia e mais empregos. Chegou o momento para alcançar um acordo sobre mudanças climáticas que seja justo, vinculante e ambicioso, e que contenha ações concretas a serem realizadas por parte de todas as nações do mundo. É por isso que as reuniões de setembro são tão importantes. E esse é o prisma através de qual seu êxito deve ser avaliado.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/mundo/ciencia_tecnologia/2009/09/090922_1721_cambio_lp.shtml

*Tradução livre feita por Flavia Speiski dos Santos, estagiária do Instituto Brasil PNUMA, a partir de artigo retirado do site do Escritório Regional do PNUMA para a América Latina.

Marcadores:



sábado, 22 de agosto de 2009
 

4 º Edição do Prêmio Brasil Meio Ambiente


A FIRJAN em parceria com JB Ecológico está lançando a 4 º Edição do Prêmio Brasil Meio Ambiente (http://jbonline.terra.com.br/4pbma/). Serão contemplados trabalhos em diversas categorias, conforme o regulamento. As inscrições estão abertas até o dia 30 de outubro de 2009.

Marcadores:



domingo, 14 de junho de 2009
 

Investimento em captura e armazenamento de carbono à maneira da natureza


É hora de dar aos bosques e aos manguezais, às turfas e à agricultura que respeita o clima, um papel mais importante na luta contra as mudanças climáticas, assinala o PNUMA.

Dia Mundial do Meio Ambiente 2009 – Seu planeta precisa de você!

CIDADE DO MÉXICO, México / NAIRÓBI, Quênia – Fomentar os investimentos na conservação, reabilitação e gestão dos bosques, turfas, solos e outros ecossistemas essências da Terra poderia gerar reduções consideráveis nas emissões de gases do efeito estufa e evitar a emissão de mais desses gases na atmosfera, segundo um novo relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).

Achim Steiner, Subsecretário Geral das Nações Unidas e Diretor Executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), afirmou: “Destinam-se dezenas de bilhões de dólares à captura e ao armazenamento de carbono em centrais elétricas, mediante a injeção de CO2 na terra e no mar”.

“Mas talvez a comunidade internacional esteja espreitando um método que tem funcionado eficazmente durante milênios: a biosfera. Segundo alguns cálculos, com os ajustes adequados do mercado, os sistemas viventes do planeta poderiam ser capazes de seqüestrar mais de 50 gigatoneladas (Gt) de carbono nas próximas décadas”. agregou.

“Isso também coincide com a Iniciativa para uma Economia Verde do PNUMA, pois pelo mesmo dólar, euro, peso ou yuan não apenas estaremos combatendo as mudanças climáticas, mas também estaremos potencializando benefícios econômicos e ambientais, bem como o desenvolvimento derivado da melhora das reservas hídricas, da estabilização dos solos e das perspectivas para a biodiversidade, juntamente com novos tipos de empregos dignos do meio ambiente na gestão e na conservação dos recursos naturais”, complementou.

A avaliação rápida do PNUMA “A solução natural? O papel dos ecossistemas na mitigação da mudança climática” irá marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, que este ano tem como anfitriões o governo e o povo do México.

Este relatório aparece pouco menos de seis meses antes da crucial reunião das Nações Unidas sobre mudanças climáticas em Copenhague, Dinamarca, na qual os governos deverão comprometer-se com um novo tratado focado em perspectivas futuras.

Principais mensagens do relatório:

• É fundamental gerir o carbono nos sistemas biológicos a fim de salvaguardar as reservas de carbono, reduzir as emissões e maximizar o potencial das zonas naturais e agrícolas para subtrair carbono da atmosfera.

• Os sistemas prioritários são as florestas tropicais, as turfas e a agricultura. Reduzir 50% as taxas de desflorestamento até 2050 e logo mantê-las nesse nível até 2100 evitaria a emissão direta de até 50 Gt de carbono neste século, o que equivale a 12% das reduções de emissões necessárias para manter concentrações atmosféricas de dióxido de carbono inferiores a 450 ppm.

• A degradação das turfas produz até 0.8 Gt de carbono por ano, a maior parte da qual poderia evitar-se mediante sua reabilitação.

• Em termos gerais, o setor agrícola poderia ser neutro em emissões de carbono até 2030, o que equivaleria a 6 Gt se houvesse uma ampla adoção de práticas de gestão sustentáveis.

• É essencial que a política em matéria de mitigação das mudanças climáticas se fortaleça com a melhor informação científica disponível sobre o carbono nos ecossistemas, e que as decisões se baseiem em informação sobre os custos e benefícios totais da gestão do carbono.

• A formulação de política para alcançar esses fins é um desafio: será necessário assegurar que as comunidades locais e indígenas não sejam prejudicadas e considerar o potencial para alcançar benefícios conjuntos para a biodiversidade e os serviços dos ecossistemas.

• As terras áridas, em particular, oferecem oportunidades para combinar a gestão do carbono e a reabilitação de terras.

• A adoção de um marco geral de políticas de acordo com a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas para abordar a gestão do carbono nos ecossistemas representaria um avanço muito significativo.

Florestas: o maior sumidouro

As florestas tropicais abrigam a maior reserva de carbono em terra com uma absorção mundial de cerca de 1,3 Gt de carbono por ano, ou aproximadamente 15% das emissões totais de carbono derivadas de atividades humanas.

Atualmente, calcula-se que as taxas mundiais de desflorestamento em zonas tropicais são de quase 14,8 milhões de hectares por ano. O desflorestamento é responsável por quase um quinto das emissões mundiais de gases do efeito estufa, o que supera todo o setor de transporte.

O desmatamento das florestas tropicais talvez emita de 87 a 120 Gt adicionais de carbono até 2100, o que equivale às emissões de carbono de mais de uma década de queima de combustíveis fósseis no mundo no ritmo atual. Reduzir 50% das taxas de desflorestamento até 2050 e mantê-las nesse nível até 2100 evitaria a emissão direta de até 50 Gt de carbono neste século.

As técnicas convencionais de corte prejudicam ou destroem uma parte substancial da vegetação rasteira durante as operações de exploração, o que provoca grandes perdas de carbono. As técnicas de corte melhoradas podem reduzir as perdas de carbono ao redor de 30% em comparação com as técnicas convencionais.

Considera-se que as florestas tropicais são sumidouros de carbono; segundo pesquisas recentes, absorvem ao redor de 1,3 Gt de carbono por ano em todo o mundo.

Calcula-se que as florestas desse tipo na América Central e do Sul absorvem ao redor de 0,6 Gt de carbono na África, pouco mais de 0,4 Gt e na Ásia e em torno de 0.25 Gt no total, em que a absorção de carbono equivale a aproximadamente 15% das emissões de carbono antropogênicas.

O potencial para melhorar a captura e o armazenamento de carbono nas florestas boreais – que se estendem no Canadá, na Rússia no Alasca e na Escandinávia – é baixo. Apesar disso, compõem a segunda reserva de carbono mais abundante, que poderia emitir à atmosfera a causa de um maior número de incêndios, o ressecamento das turfas, o desmatamento e a mineração.

As florestas temperadas da Europa e da América do Norte têm-se expandido nos anos recentes; calcula-se que na Europa absorvam de 7 a 12% das emissões de carbono. Um maior reflorestamento e melhoras na gestão poderiam incrementar esses percentuais.

Agricultura: climaticamente neutra até 2030

O setor agrícola oferece os maiores e mais fáceis ganhos no armazenamento de carbono se adotarem-se amplamente práticas de gestão ótimas – como evitar a remoção do solo e usar nutrientes naturais como adubo e esterco.

• Podem-se seqüestrar até 6 Gt de CO2 equivalente ao ano até 2030, quantidade comparável com as emissões atuais do setor agrícola.

Muitas das práticas agrícolas que armazenam mais carbono podem aplicar-se com um custo menor ou até mesmo nulo. A maior parte desse potencial (70%) pode realizar-se nos países em desenvolvimento.

• Com base nas emissões de 1990, se se devolvesse toda a raiz às terras agrícolas na China, poderia seqüestrar-se cerca de 5% das emissões de dióxido de carbono ocasionadas pela queima de combustíveis fósseis no país.

Muitas zonas agrícolas nos trópicos têm sofrido um severo esgotamento de suas reservas de carbono no solo. Calcula-se que alguns solos nos sistemas agrícolas tropicais tenham perdido de 20 a 80 toneladas de carbono por hectare, liberado em sua maioria na atmosfera.

O agroflorestamento – quando a produção de alimentos combina-se com a plantação de árvores – tem um potencial particularmente elevado para o seqüestro de carbono em zonas tropicais.

• Calcula-se que o armazenamento médio de carbono por meio da aplicação de práticas agroflorestais é de aproximadamente 10 toneladas por hectare em regiões semiáridas, 20 toneladas por hectare em regiões sub-úmidas e 50 toneladas por hectare em regiões úmidas.

• As taxas de seqüestro dos sistemas agroflorestais de pequena escala nos trópicos são de 1,5 a 3,5 toneladas de carbono por hectare ao ano.

Turfas: abundância de carbono

Ainda que apenas abarquem uma percentagem diminuta da superfície terrestre, as turfas são, metro por metro, os reservatórios de carbono mais eficazes de todos os ecossistemas.

• Em média, as turfas armazenam 1,450 toneladas de carbono por hectare.

• Considera-se que atualmente 65 milhões de hectares das turfas do mundo estão degradados e perdem grandes quantidades de carbono por causa da dissecação; metade dessas perdas ocorre em zonas tropicais.

• No total, a dissecação das turfas tropicais – sobretudo para a obtenção de óleo de palma e de madeira – ocasiona perdas de carbono de até 0,8 Gt ao ano. Os incêndios nas turfas do sudeste asiático são a causa da metade dessas emissões.

O cultivo de biocombustíveis não pode compensar de maneira nenhuma essa emissão de gases do efeito estufa.

• A combustão do óleo de palma produzido em uma turfa dissecada gera de 3 a 9 vezes a quantidade de CO2 produzido ao queimar carbono, o que equivale a uma dívida de carbono para cujo pagamento se requerem 420 anos de produção de biocombustíveis.

Reumidecer as turfas e voltar a plantar florestas em áreas desflorestadas pode reduzir consideravelmente as emissões de gases do efeito estufa no futuro.

Oceanos: próximos da saturação?

Pensa-se que os oceanos têm absorvido cerca de 30% das emissões históricas de carbono, pelo que seriam o segundo maior sumidouro de carbono da atmosfera.

• Apesar disso, a capacidade de absorção dos oceanos e das costas – atualmente de 2 Gt ao ano – é finita e vulnerável.

• Em alguns estudos assinala-se que a capacidade dos oceanos para absorver carbono poderia alcançar um nível máximo de 5 Gt ao ano até finais deste século.

É provável que as oportunidades para aumentar a captura e o armazenamento de carbono estejam nas zonas e nos ecossistemas costeiros, como os pântanos e os manguezais.

• As águas litorâneas de até 200 metros de profundidade, que incluem ecossistemas corais e de pasto marinho, talvez absorvam pouco mais de 0,2 Gt de carbono ao ano.

• Em todo o mundo, os manguezais talvez acumulem ao redor de 0,038 Gt de carbono ao ano, o que indica, considerando a área de cobertura, que seqüestrem carbono mais rapidamente que as florestas terrestres.

Apesar disso, se não forem controladas, os padrões atuais de uso, exploração e efeitos tornarão os pântanos costeiros e os manguezais em fontes de carbono que deixaram de ser sumidouros.

• No relatório, estima-se que a perda extensa de habitats costeiros vegetados já tenha reduzido o enterramento de carbono no oceano ao redor de 0.03 Gt ao ano.

O custo da gestão do carbono nos ecossistemas:

O custo da gestão do carbono nos ecossistemas pode ser muito baixo em comparação com outras opções de “energia limpa”.

• A gestão da pecuária, os fertilizantes e a queima de pastos para reduzir as emissões têm um custo de apenas US$ 5 por tonelada de dióxido de carbono equivalente ao ano.

• O custo da reabilitação de solos e terras degradadas sobe para cerca de US$ 10 por tonelada, enquanto, segundo os cálculos, os custos da captura e do armazenamento tecnológicos de carbono oscilam entre US$ 20 e US$ 270 por tonelada de dióxido de carbono equivalente.

O potencial de mitigação econômica das atividades florestais se duplicaria se os preços do carbono aumentassem de US$ 20 por tonelada de dióxido de carbono equivalente a US$ 100 por tonelada.

• Se as emissões de carbono se valorizarem em US$ 100 de CO2 equivalente, em 2030 o setor agrícola ocupará o segundo lugar, apenas depois da construção civil, como o setor potencialmente mais importante para alcançar diminuições de carbono.

Nesta escala de preços do carbono, as atividades florestais e a agricultura combinadas seriam mais importantes que qualquer outro setor sozinho e seguiriam sendo muito mais importantes ainda que os preços do carbono fossem mais baixos.

No entanto, neste momento o regime climático internacional apenas aborda em parte as emissões derivadas das mudanças no uso do solo, como o desflorestamento, e não oferece incentivos para reduzir as emissões de carbono das florestas e de outros ecossistemas, para não falar de sua conservação como sumidouros de carbono.

Espera-se que os governos que negociem um novo acordo climático em Copenhague em dezembro deste ano dêem o primeiro passo nesta direção, começando a pagar aos países em desenvolvimento pela redução de suas emissões derivadas do desflorestamento e a degradação das florestas.

No relatório, destaca-se a necessidade de considerar um sistema de pagamentos mais amplo pelos serviços dos ecossistemas.

“Os sistemas viventes de nosso planeta têm desenvolvido meios engenhosos, eficientes e rentáveis de gerir o carbono. Enviar os sinais adequados, como preços aos responsáveis pelas decisões econômicas e pelo desenvolvimento sobre o valor de preservar e de manejar eficazmente nossas florestas, pastos e terras cultiváveis, é crucial para o êxito de qualquer estratégia de mitigação das mudanças climáticas”.

O PNUMA e seus sócios, com financiamento do Fundo para o Meio Ambiente Mundial, lançaram um novo projeto entre comunidades do Quênia, do Níger, da Nigéria e da China para avaliar com maior precisão a quantidade de carbono que guardam diferentes ecossistemas e paisagens com diversos regimes de gestão.

Os achados, que darão origem a uma norma mundial em que poderão basear as decisões sobre investimentos em carbono, deverão estar disponíveis em cerca de 18 meses. “Se a comunidade internacional aceitar este desafio, os sistemas viventes do planeta serão nossos melhores aliados na luta contra uma mudança climática perigosa”, concluiu Steiner.

Para maiores informações:

Nick Nuttall, Porta-voz e Diretor de Imprensa do PNUMA, no tel.: +254 (0)20 762 3084, celular no Quênia: +254 733 632755, ou em viagem: +41 79 596 5737, ou email: nick.nuttall@unep.org

O: Anne-France White, Oficial Associada de Informações do PNUMA, no tel.: +254 (0)20 762 3088; celular no Quênia: +254 (0)728 600 494, ou email: anne-france.white@unep.org

O: Xenya Cherny Scanlon, Oficial de Informação, no tel.: +254 (0)20 762 4387, celular: +254 721 847 563, ou email: xenya.scanlon@unep.org

O: Rody Oñate, Oficial de Informações, Escritório Regional do PNUMA, 507-3053164, Email: rody.onate@pnuma.org

Original disponível em http://new.unep.org/Documents.Multilingual/Default.Print.asp?DocumentID=589&ArticleID=6206&l=en&t=long

Tradução livre de Oreste Pedro Maia Andrade Jr., do Comitê Brasileiro do PNUMA, no tel.: +55 21 2262 7546, ou email oreste@brasilpnuma.org.br

Marcadores:



terça-feira, 19 de maio de 2009
 

Anunciados os Vencedores do Prêmio SEED 2009 de Apoio ao Empreendedorismo Local de Meio Ambiente e Desenvolvimento


Nova York, 12 de Maio de 2009 – Os vencedores da edição de 2009 do Prêmio SEED para o Empreendedorismo em Desenvolvimento Sustentável foram anunciados hoje em cerimônia de premiação com recepção de alto nível. O prêmio internacional reconhece inovações em âmbito de empreendedorismo local, ambientalmente responsável e sustentável. A sigla SEED vem do inglês Supporting Entrepreneurs in Environment and Development e significa Apoio aos Empreendedores de Meio Ambiente e Desenvolvimento. O acrônimo da sigla “seed” também significa semente.

Vinte iniciativas locais de vários países em desenvolvimento receberam o prêmio deste ano. Juntos, os vencedores representam modelos de empreendimentos promissores de combate à pobreza, de gestão ambiental de águas e de desperdícios, de energia sustentável, de reciclagem e de pesca.

O Prêmio SEED é o carro-chefe da Iniciativa SEED, uma parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da União Internacional para Conservação da Natureza (UICN).

A cerimônia, que contou com a presença de delegados de alto nível de vários governos, da sociedade civil e do empresariado, foi realizada em conjunto com a segunda semana da reunião de 2009 da Comissão das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável (CDS). Aproveitando a concentração de delegados nacionais que participavam da CDS, a recepção teve por objetivo chamar a atenção para a contribuição que empreendedores locais estão realizando para atingir as metas internacionais de desenvolvimento sustentável.

“Esse é um grupo inspirador de empreendedores que demonstram que sustentabilidade ambiental e negócios podem ter objetivos sinergéticos”, disse o Administrador Assistente do PNUD, Olav Kjørven. “É esse tipo de inovação e de empreendedorismo responsável que vai criar empregos, prover segurança alimentar e salvar o meio ambiente. É nosso objetivo no PNUD promover essas idéias de negócios como as sementes (seeds) das economias futuras e como os instrumentos-chave que nos irão permitir cumprir as Metas de Desenvolvimento do Milênio. O PNUD se orgulha de ser um parceiro da Iniciativa SEED e eu parabenizo os vencedores do Prêmio SEED 2009 por suas notáveis realizações e por sua liderança”.

O Prêmio SEED representa uma honra ao mérito na crescente área de prêmios de meio ambiente e desenvolvimento, uma vez que identificam, perfilam e apóiam empresas inovadoras, promissoras e orientadas para atividades locais que trabalhem em parceria com países em desenvolvimento para melhorar o bem-estar, combater a pobreza e administrar os recursos naturais de maneira sustentável. Mais que o prêmio monetário tradicional, os candidatos competem por um pacote de capacitação exclusiva, que permitirá aos vencedores expandirem suas iniciativas e estabelecer parcerias duradouras com diferentes setores.

No discurso de encerramento, Achim Steiner, Sub-Secretário Geral da ONU e Diretor Executivo do PNUMA, disse: “Os US$ 3 trilhões em pacotes de estímulos destinados a reavivar a economia global podem ser utilizados para manter indústrias moribundas, como as fabricantes de carros altamente poluentes e outras firmas que sobrevivem apenas em função de ajuda governamental, ou podem ser investidos na efetivação de uma economia verde e sustentável para o século XXI”. Os vencedores do Prêmio SEED de 2009 são exemplos destacados de empresas de todo o mundo, que se orientam pela baixa emissão de carbono, pela inovação, pela reciclagem e pelos trabalhos verdes, que não apenas ecoam múltiplos desafios, mas também que, com apenas fração da ajuda bilionária recebida por algumas empresas ineficientes, poderiam transformar-se em novas Microsoft, Siemens, Tata e Unilever, realizando hoje a economia do futuro.”

Sobre o SEED: A Iniciativa SEED identifica, perfila e apóia empresas inovadoras, promissoras e orientadas para atividades locais que trabalhem em parceria com países em desenvolvimento para melhorar o bem-estar, combater a pobreza e a marginalização, e administrar os recursos naturais de maneira sustentável. A SEED desenvolve recursos educativos para a ampla comunidade de empreendedores sociais e ambientais, informa formuladores de política e tomadores de decisão, e objetiva inspirar práticas inovadoras e empreendedoras em relação ao desenvolvimento sustentável.

A SEED é uma rede global fundada em 2002 por PNUMA, PNUD e UICN para contribuir com o cumprimento das Metas do Milênio da ONU e dos compromissos realizados na Cúpula Mundial de Johanesburgo para o Desenvolvimento Sustentável.

Parceiros da SEED: O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) e os governos da África do Sul, da Alemanha, da Espanha, dos Estados Unidos, da Índia, da Noruega, dos Países Baixos e do Reino Unido.

A competição pelo Prêmio SEED 2009 foi particularmente acirrada. Os vencedores foram selecionados por um júri internacional de especialistas em desenvolvimento sustentável.

A Diretora Geral da UICN, Julia Marton-Lefèvre, que também participou da cerimônia, disse sobre o alto nível da competição: “Essa quarta edição do Prêmio SEED demonstra ostentadamente que havia um vasto número de idéias inovadoras e efetivas de todo o mundo sobre como implementar o desenvolvimento sustentável. Esses vencedores do SEED são selecionados entre mais de 1100 candidatos de quase 100 países, representando os esforços colaboradores de aproximadamente 5 mil organizações do setor privado, ONGs, grupos femininos, entidades trabalhistas, autoridades públicas, agências internacionais e acadêmicos. Nossa esperança é que com o apoio da SEED eles possam crescer e inspirar iniciativas similares em outros lugares”.

Além desse Prêmio anual, a Iniciativa SEED, disponível em www.seedinit.org, trabalha para aprender com as experiências de negócios recém-iniciados, a fim de gerar ferramentas e guias de ajuda para todos os empreendedores que estiverem objetivando prover benefícios sociais e ambientais. A última ferramenta, um portal de internet desenvolvido pela SEED em parceria com o Instituto Internacional para o Desenvolvimento Sustentável e a Comissão de Cooperação Ambiental, foi lançada na recepção. Associado à popular enciclopédia Wikipédia, em www.entrepreneurstoolkit.org, essa ferramenta foi criada de modo que empreendedores sociais e ambientais de todo o mundo possam escrever sobre suas experiências de estabelecimento e gerenciamento de negócios.

Os Vencedores do Prêmio SEED de 2009:

- África do Sul, Namíbia e Botsuana: “Protocolos bioculturais – Perspectivas comunitárias de acesso e partilha de benefícios”. Organizações da sociedade civil mobilizaram esforços para desenvolver protocolos bioculturais com diferentes comunidades autóctones para ajudar a prover um modelo em que elas possam partilhar os benefícios, caso os recursos locais e a expertise forem desenvolvidos com propósitos de orientação para o mercado.

- Bangladesh: “Conversão solar das tradicionais lâmpadas de querosene”. Uma ONG nacional do país em parceria com uma ONG local e com uma cooperativa desenvolveram um aparelho inovador chamado “SuryaHurricane”, uma lanterna solar de baixo custo feita de partes recicladas das convencionais e populares lanternas de querosene.

- Bangladesh: “Gerando economia local pela regeneração de recursos locais”. A cooperação entre uma ONG nacional, um instituto de pesquisa e uma pequena empresa objetiva evitar a perda de biodiversidade e a degradação de terras agricultáveis, reciclando resíduos de rizicultura para a produção de cimento que será utilizado na produção de materiais de construção de baixo custo.

- Brasil: “Programa de um milhão de cisternas (P1MC)”. ONGs locais e associações comunitárias juntaram forças com o governo federal e com agências internacionais para desenvolver e construir um milhão de cisternas para coletar e armazenar as águas pluviais na região semi-árida, trazendo acesso à água potável para famílias rurais pobres.

- Brasil: “Uso sustentável de sementes da Amazônia”. Desenvolvimento regional na Amazônia brasileira é o objetivo dos parceiros, que encorajam a organização de cooperativas nas comunidades locais, transferindo-lhes tecnologias e treinando-as para produzir óleos a partir de sementes da Amazônia, o que lhes resulta em aumento de renda.

- Brasil: “Projeto Piaba do Rio Negro”. Uma ONG nacional, uma cooperativa de pequenos produtores e autoridades públicas estão trabalhando em conjunto para construir um nicho de mercado de peixes ornamentais e para introduzir um sistema de comércio justo por meio da pesca socioambientalmente responsável.

- Burkina Faso: “Quiosques de energia Nafore & Afrisolar”. Uma pequena empresa e algumas ONGs internacionais estão cooperando para prover suprimento de energia sustentável a comunidades pobres, por meio da expansão do uso de “Nafore”, um carregador de telefone com células fotovoltaicas, 100% carregável com energia solar.

- Colômbia: “Oro Verde® - Facilitando o acesso ao mercado para mineradores”. Uma ONG nacional e associações comunitárias locais estão engajadas em uma iniciativa para reverter a degradação ambiental e a exclusão social produzida pela mineração mecanizada ilegal e descontrolada. Um processo de certificação de minas e um programa de capacitação de mineradores foram criados, sendo que mais de 1000 minas já estão seguindo critérios sociais e ambientais.

- Colômbia: “Camarões Sustentáveis do Golfo de Morrosquillo”. Os parceiros desse projeto são uma organização comunitária, uma ONG local e uma empresa local que objetivam estabelecer uma cooperativa formada por famílias de tradicionais pescadores no golfo de Morrosquillo, pescando camarões sem gerar emissões de gases do efeito estufa.

- Ilhas Cook: “Ostreicultura inovadora em terra”. Um empreendimento local em parceria com uma ONG nacional está cultivando ostras sob condições controladas de maneira ambientalmente responsável e totalmente sustentável. A piscicultura alivia a pesca de subsistência que equivale a pesca predatória nas lagoas da região, bem como configura uma nova segurança alimentar e uma geração de rendas para as comunidades envolvidas.

- Quênia: “MakaaZingira” produz carvão certificado pelo FCS (Forest Stewardship Council) para a conservação e a criação de meios de vida. Uma ONG nacional, uma organização comunitária e uma rede de pequenas empresas objetivam estabelecer um modelo sustentável de eco-carvoaria, ajudando pequenos proprietários de terra a substituir práticas insustentáveis e a gerar benefícios sociais.

- Quênia: “Recuperação de plásticos integrados e projeto de reciclagem”. Um projeto realizado por uma grande e uma pequena empresa, em parceria com uma ONG nacional, objetiva viabilizar a reciclagem transformadora de resíduos polietilenos em cabos plásticos, melhorando e fortalecendo os meios de vida para mulheres e jovens pobres e marginalizados.

- Quênia, Malauí, Tanzânia e Zâmbia: “Dinheiro Ensolarado – Micro-franquias solares”. ONGs internacionais e organizações comunitárias no Quênia, no Malauí, na Tanzânia e na Zâmbia criaram uma micro-franquia chamada Dinheiro Ensolarado, que recruta, treina e apóia uma crescente rede de empreendedores solares na África Oriental, especialmente pessoas com surdez ou outras deficiências, ajudando-as a construir e a vender peças e aparelhos solares capazes de ligar luzes, rádios e telefones celulares.

- Moçambique: “Iniciativa de Energia Limpa”. Esse projeto objetiva prover eletrificação rural com energia sustentável, gerando empregos locais e promovendo habilidades empreendedoras, oferecendo capacitação técnica na montagem, na instalação e na manutenção de micro-turbinas eólicas. Os parceiros desse projeto são pequenos empresários locais e uma instituição acadêmica.

- Níger: “Almodo”. Uma parceria entre pequenas empresas e uma instituição de pesquisa está desenvolvendo um sistema sustentável e de auto-financiamento para gestão de resíduos sólidos, que contribui para melhorar as condições de vida da população mais pobre, em colaboração com um grupo de mulheres que coleta resíduos sólidos em áreas urbanas pobres das três maiores cidades do Níger.

- Panamá: “Capacitação para o Plantio”. Uma iniciativa que envolve pequenas empresas em parceria com uma organização comunitária e uma agência internacional está arrecadando capitais privados para aumentar a conservação e prover oportunidades de meios de vida sustentáveis para a população local e, ao mesmo tempo, melhorando a conservação de recursos naturais em biomas frágeis.

- Sri Lanka: “Energia Solar, Educação & Pesca”. ONGs nacionais e internacionais, com a cooperação de autoridades públicas, estão trabalhando para expandir o uso de um sistema alternativo de iluminação rural em vilas, por meio da substituição de lâmpadas de querosene por painéis solares.

- Tanzânia: “KOLCAFE – Aumento da lucratividade de pequenos cafeicultores”. Essa iniciativa, envolvendo ONGs nacionais e uma instituição de pesquisa local, objetiva melhorar as finanças dos pequenos cafeicultores e aumentar a produção de café, melhorando práticas agronômicas e agregando valor pela construção de infraestrutura de processamento de produtos e vendendo-os diretamente aos mercados exportadores.

- Tailândia: “Banco de carbono e desenvolvimento de vila”. Essa inovadora iniciativa de ONGs nacionais e de uma instituição acadêmica objetiva encorajar, apoiar e melhorar a engenharia florestal das comunidades autóctones pelo comércio de créditos de carbono, a fim de promover uma adaptação exitosa às mudanças climáticas, pelo desenvolvimento socioeconômico de comunidades locais e pela conservação da biodiversidade.

- Zimbábue: “Ponte para o Mundo”. Uma pequena empresa, uma instituição de pesquisa e uma associação de pequenas proprietárias de terra estão enfrentando o desafio de melhorar os meios de vida rurais e de reverter a severa degradação da terra, por meio de um inovador cultivo orgânico de óleos essenciais, feitos a partir de um arbusto local, o Tarchonanthus camphoratus.

O Júri do Prêmio SEED 2009:

Os vencedores do Prêmio SEED 2009 foram selecionados por um júri internacional independente que dedicou tempo considerável para escolher as mais promissoras candidaturas. Os membros do júri são:

- Leila Akahloun: Integradora para Programas na África, Ashoka
- Nicole Haeusler: Diretor Administrativo da Mas Contour – Consultoria de Turismo & Planejamento Regional
- Paul Laird: Administrador de Parcerias Corporativas, Earthwatch, Reino Unido
- Juan Mayr Maldonado: ex-Ministro do Meio Ambiente, Colômbia
- Brian Milder: Diretor de Estratégia e Inovação, Root Capital
- Jennifer Morris: Vice-Presidente da Verde Ventures, Conservation International
- Kofi Nketsia-Tabiri: Diretor Regional, E + Co África
- Sarah Timpson: Assessora Sênior para Iniciativas Comunitárias, PNUD
- George Varughese: Presidente do Grupo de Alternativas para o Desenvolvimento, Índia

Para maiores informações, favor contatar:

Helen Marquard, Diretora Executiva, Secretariado da Iniciativa SEED: +44 7785 706 646 Email: helen.marquard@seedinit.org

Nick Nuttall, PNUMA no celular +254 733632755 ou no email nick.nuttall@unep.org
Reportagem original em inglês disponível no site do PNUMA, acessível em: http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=585&ArticleID=6164&l=en

A tradução livre de Oreste Pedro Maia Andrade Junior, do Comitê Brasileiro do PNUMA no telefone +55 21 2262-7546 ou no email oreste@brasilpnuma.org.br

Marcadores:



segunda-feira, 11 de maio de 2009
 

Five leaders receive first-ever Green Star Awards


Brussels, 7 May 2009 – A Brazilian scientific support centre and a leading Swiss laboratory are among the winners of the inaugural Green Star Awards announced in Brussels today.

The Green Star Awards honour individuals, organisations, and governments who demonstrate outstanding dedication to preventing, preparing for, and responding to the environmental impacts of man-made and natural disasters.

The 2009 winners are Mike Cowing of the United Nations Environment Programme; The Center for Scientific Support in Disaster Situations (CENACID) of Paraná Federal University in Brazil; Spiez Laboratory of Switzerland; the Government of the Netherlands; and the Government of Sweden.

"These first ever recipients of the Green Star Awards have demonstrated immense dedication to and capacity for responding to environmental emergencies and also to helping affected populations both immediately and in the long run. Due to climate change and the increased frequency and severity of such disasters, it is important that the world becomes aware of environmental emergencies and the best way to respond quickly and adequately," said Alexander Likhotal, the President of Green Cross International. .

The awards are a joint initiative between Green Cross International (GCI), the United Nations Environment Programme (UNEP), and the United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA).

"These awards highlight the environmental impact of natural and man-made disasters. I hope that by improving awareness of the environmental consequences of such emergencies, we can improve response to future disasters by having more actors involved," said John Holmes, United Nations Under-Secretary-General for Humanitarian Affairs and Emergency Relief Coordinator.

The Green Star Awards recognize the efforts of leaders whose work ultimately contributes to the stability of post-crisis societies, UN Under-Secretary General and UNEP Executive Director, Achim Steiner, said.

"The links between environmental degradation, natural resource depletion and tensions that can evolve into conflicts is becoming ever clearer to the international community and will become ever more challenging unless climate change and unsustainable patterns of development are comprehensively addressed," Mr Steiner said.

"2009 needs to be a year when the world not only seals the deal on a transformational new climate agreement, but also begins delivering a Green Economy—one that accelerates the fundamental shift to a low carbon and resource efficient future that fosters innovation, decent employment and equity between countries and communities, especially in some of the poorest and most vulnerable parts of the globe," he added.

The new awards scheme provides a platform to promote and increase international participation in preventing, preparing for and responding to a range of environmental disasters.

An international jury of environmental emergency experts selected the winners – two governments, two organizations and one individual – based on their work in a variety of domains, including international capacity-building missions aimed at helping countries prepare for environmental emergencies and support to international response missions to countries affected by environmental emergencies.

The awards ceremony is held in conjunction with the 8th meeting of the international Advisory Group on Environmental Emergencies (AGEE), which is being hosted this year by the European Commission.

The seventh meeting of the AGEE in June 2007 recommended that an award be created to highlight the importance of environmental emergencies. They are defined as a sudden onset disaster or accident resulting from natural, technological or human-induced factors, or a combination of these, that cause or threaten to cause severe environmental damage and harm to human health and livelihoods.

More detailed information on the Green Star Award and all the winners, including biographies and photographs, is available at www.unep.org/greenstar

Marcadores: