Antena - Informativo #104

Oceanos mais barulhentos
  Camada de ozônio
  Eco Cidadão
  bullet Jovens contra o efeito estufa
  Transporte e meio ambiente
     
 

Oceanos mais barulhentos

Os oceanos e mares mundiais estão se tornando mais barulhentos devido ao aumento da navegação de embarcações, das pesquisas sísmicas e do emprego de uma nova geração de sonares militares. Uma rede de grupos de defesa da vida selvagem divulgou na Convenção de Espécies Migratórias, promovida pelo Pnuma em Roma, em dezembro, a preocupação de que a cacofonia de sons que se espalham cada vez mais por ecossistemas marinhos está intensificando as ameaças aos mamíferos aquáticos que usam o som, algumas vezes a grandes distâncias, para se comunicar, buscar alimentos e encontrar seus companheiros.

Esses grupos ambientalistas fizeram um apelo aos governos e setores industriais para que adotem motores mais silenciosos nas embarcações e tornem mais rigorosas as regras para o uso de equipamentos de pesquisas sísmicas na atividades de exploração de óleo e gás natural e empreguem em navios tecnologias de sonares menos intrusivos.

Ainda na convenção, foi divulgada uma nova preocupação: o aumento da concentração de dióxido de carbono nos oceanos, devido ao aquecimento global, pode estar agravando os níveis de barulho nas águas provocado por atividades humanas. Segundo pesquisadores do instituto norte-americano Monterey Bay Aquarium Research Institute, a maior acidez dos oceanos e mares, por causa da precipitação excessiva de CO2 presente na atmosfera, estaria causando esse fenômeno. A maior acidez aumenta o potencial de propagação dos sons. Se não houver um corte drástico nas emissões de CO2, os sons produzidos poderão viajar 70% mais distantes por volta do ano de 2050.

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Camada de ozônio

O Qatar vai sediar a primeira estação avançada do Oeste da Ásia de monitoramento capaz de reunir dados cruciais sobre a poluição ligada à destruição da camada de ozônio que circunda a Terra. Anunciada na 8ª Conferência das Partes da Convenção de Viena e no 20º Encontro das Partes do Protocolo de Montreal, a instalação dessa moderna estação preencherá importante lacuna na rede de monitoramento da atmosfera na região.

Atualmente, a mais próxima estação similar da área se encontra na Europa central, a mais de 4.000 quilômetros de distância, e na China, a mais de 6.000 quilômetros. Cientistas acreditam que a nova e mais avançada estação de monitoramento a ser instalada na região do Golfo Pérsico vai ajudá-los a compreender se a camada de ozônio – que protege o planeta dos efeitos danosos dos raios ultravioletas do Sol – está se recuperando após décadas de ataques de substâncias químicas, como os gases CFCs

Sob os auspícios do Protocolo de Montreal, do Pnuma, mais de 90% das gases que destroem a camada de ozônio já foram retirados do mercado, e se prevê que, devido a ações passadas e futuras de combate a essas substâncias químicas, a camada de ozônio deverá estar integralmente recuperada por volta de 2060. O problema é que sem observações científicas mais precisas ao redor do planeta, os governos não podem saber se realmente estão ocorrendo genuínos avanços ou se são necessárias novas ações ou outros focos de responsabilidade.

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Eco Cidadão

O Programa Eco Cidadão, de Macaé (RJ), foi selecionado entre as sete melhores práticas que concorrerão, em 2009, ao Prêmio Internacional de Dubai, promovido pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. As outras práticas selecionadas foram do México, Palestina Yemen, Paquistão, Bangladesh e Espanha. A premiação foi concedida a essa ONG fluminense pelo projeto Cultivar Plantas – Cultivar Paz.

A iniciativa foi implantada em Macaé, no Norte Fluminense, em agosto de 2007, em conjunto com a prefeitura, e conta com hortas comunitárias em três escolas municipais, no Caps (Centro de Atendimento Psicossocial) e no Assentamento Celso Daniel. Os grupos envolvidos são estudantes, idosos do PSF, mulheres de baixa renda e portadores de sofrimento mental.

Criado em 1997, o Programa Eco Cidadão promove oficinas sobre educação ambiental, agroecologia, gestão de resíduos sólidos, cidadania participativa, educação para o consumo alimentar e economia solidária, com o objetivo de melhorar a condição de vida da população da região e sua integração com o meio ambiente. Por suas ações, a entidade já recebeu vários prêmios internacionais.

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Jovens contra o efeito estufa

Num raio de esperança em meio à crise econômica que se espalha pelo mundo, crianças de vários países se reuniram e levantaram US$ 21 mil em prol de ações de combate ao aquecimento global. Como parte do evento Paint for the Planet (Pintando pelo Planeta), organizado pelo Pnuma em Nova York, crianças leiloaram 26 pinturas para levantar fundos para crianças que vivem em áreas atingidas por desastres relacionados às mudanças climáticas em curso na Terra.

As pinturas leiloadas foram escolhidas entre cerca de 200 mil inscritas em competição internacional promovida pelo Pnuma. Representando medos e esperanças das crianças em relação ao futuro do planeta, as pinturas se transformaram em um forte apelo aos líderes planetários para que promovam ações contra o aquecimento global, antes que seja tarde demais. Pesquisa promovida pelo Pnuma apontou que 90% dos jovens consultados ao redor do mundo acham que os líderes mundias deveriam fazer o que for possível para lidar com as mudanças climáticas.

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Transporte e meio ambiente

A Federação das Empresas de Transporte Rodoviário dos Estados do Ceará, Piauí e Maranhão vem envolvendo funcionários do setor em uma campanha ambiental permanente, promovendo uma série de ações e projetos na área ambiental, como aferições periódicas dos níveis de emissões de poluentes das frotas dos estados em que atua, premiações a empresas ecologicamente responsáveis e reaproveitamento de materiais recicláveis.

Uma das ações da entidade é procurar transformar em rotina no setor as iniciativas do Programa Despoluir. Lançado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o programa tem por objetivo promover o engajamento na conservação ambiental de empresários e trabalhadores, transportadores, caminhoneiros autônomos, taxistas e a sociedade em geral.

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